28 dezembro 2018

Bird Box

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Já adianto que não li o livro o que talvez tenha sido um dos motivos para eu ter gostado tanto do filme, mas antes de me apedrejar sem ter motivo, queria deixar claro que ter a Sandra Bullock no elenco dificilmente decepciona e dessa vez não foi diferente. O filme conta a história de Malorie e de duas crianças que precisam atravessar um caminho tortuoso, de olhos fechados até chegar a um lugar seguro. Tudo isso por que o mundo está se acabando graças a monstros que não podem ser vistos, caso contrário a alucinação que eles provocam levam qualquer um a cometer suicídio, tamanho o desespero que essas imagens causam. Confesso ter visto algumas semelhanças entre Bird Box e Um lugar silencioso o que não desaponta em nada já que esse também foi um ótimo filme.
No filme deparamos com Malorie e sua maternidade fria e visceral, já que durante toda a trama ela tem como objetivo a garantia de sobrevivência da prole, impedindo que ela mesma amadureça, evolua e até mesmo desenvolva seu lado sentimental. No início achei estranho, mas depois percebi o quanto é importante a desmistificação da maternidade de contos de fada a qual estamos acostumados a acreditar. Ela é humana, e quando menos espera suas escolhas mostram que ela não possui mais nenhuma predileção, o que a torna uma verdadeira mãe. 



Produzido pela Netflix e estralado por Sandra Bullock, Trevante Rhodes e Sarah Paulson, esse não é o filme do ano, mas é uma ótima pedida para o final de semana.  Ahhh e se por acaso resolver assistir, sugiro que veja legendado, não que a dublagem esteja ruim, e sim para fazer jus a atuação dos atores e também a trilha sonora que está muito boa! 

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